Famílias que ocupam fazenda em Parauapebas protestam na PA-160 contra decisão de reintegração de posse
Manifestação começou na madrugada desta sexta-feira, 13, na região do Complexo VS-10. Famílias dizem viver há mais de dois anos na área e pedem alternativa de moradia
Por Kaio
Publicado em 13/03/2026 19:16
Pará

 

Moradores que ocupam uma fazenda na região do Complexo VS-10, em Parauapebas, no sudeste do Pará, bloquearam a rodovia PA-160 na madrugada desta sexta-feira (13). O protesto é uma reação à decisão judicial que determinou a reintegração de posse da área onde vivem cerca de mil famílias.

O g1 procurou os órgãos competentes, mas ainda não havia obtido resposta até a última atualização da reportagem.

Pedaços de madeira e pneus foram usados para interditar a pista, nas proximidades do presídio de Parauapebas, no sentido do município de Canaã dos Carajás. Durante o bloqueio, os manifestantes carregavam faixas e cartazes, pedindo a presença de autoridades e alegando não ter para onde ir.

“A gente só quer ser ouvido. São muitas famílias que moram aqui há mais de dois anos. Se mandarem sair, pra onde a gente vai?”, disse Maurício Martins, morador e autônomo.

Com o trecho interditado, o tráfego na PA-160 ficou lento e se formaram longas filas de veículos. Segundo motoristas, uma das faixas da pista é liberada a cada vinte minutos para passagem alternada. “Estou desde cedo parado aqui, tentando chegar a Canaã. A situação está difícil, porque o trânsito anda muito devagar”, relatou Paulo Henrique, motorista que passava pela rodovia.

A PA-160 é uma das principais rotas de ligação entre Parauapebas e Canaã dos Carajás, usada por caminhoneiros, trabalhadores e veículos de transporte coletivo. Por isso, o bloqueio afeta o deslocamento diário de centenas de pessoas na região.

A fazenda ocupada, localizada na comunidade Castanheira, pertence a uma área do Complexo VS-10, na periferia de Parauapebas. O local, atualmente, abriga cerca de mil famílias, que afirmam viver ali há mais de dois anos.

Os moradores dizem que não pretendem deixar o terreno sem que seja apresentada uma alternativa habitacional. Eles afirmam esperar um diálogo com representantes da prefeitura e da Justiça sobre a decisão de reintegração.

(g1 Pará)

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